
"Eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".
Henry-David Thoreau viveu dois anos nas florestas do Maine. Dois anos solitários, sobrevivendo apenas do trabalho natural e experimentando apenas as sensações que corpo e mente podem proporciornar em contato com flora e fauna. Trechos de "Walden ou a vida nas florestas", seu livro mais famoso, como o escrito acima, são repetidos em filmes que pregam o transcendentalismo, o desapego das coisas materiais e das leis impostas por mitos e homens, como Sociedade dos Poetas Mortos e mais atualmente Na Natureza Selvagem (com Emile Hirsch no papel principal).
Henry-David sofreu grande influência de Rousseau e exerceu forte influência sobre os conceitos de resistência pacífica, desenvolvido por Gandhi e o movimento hippie. As suas obras influenciaram ainda Martin Luther King e Leo Tolstoi.
Walden é um manifesto poético contra a civilização industrial que ganhou força nos Estados Unidos do século XIX. Diante da maior complexidade da vida social estadunidense derivada do crescimento da industrialização e urbanização, Thoreau propõe o retorno ao simples. Walden é uma proposta prática sobre as possibilidades de uma vida simples. Thoreau retira-se para a floresta, onde constrói sua própria casa e móveis e vive com o mínimo necessário à sobrevivência - sem luxos e em contato intenso com a natureza. Ao mesmo tempo que prova em termos financeiros que uma vida simples é viável, propõe uma nova visão de homem quase mística: em contanto com a natureza e com os livros.
Já que a Soraya falou de um livro que leu com 18 anos, eu também escrevo aqui sobre um livro que já li, mas que abriu meus olhos pros transcendentalistas como ele, Emerson, Channing e Theodore Parker. O que eu estou lendo agora mesmo é "The Conduct of Life", de Ralph Emerson.
Abs,

2 comentários:
Vou te indicar um livro, Lilo: Na Natureza Selvagem.
Fizeram agora um filme também, mas o livro é melhor, embora o filme esteja super fiel.
O nome do autor é Jon Krakauer.
O livro é uma história verídica, dum jovem que, após se formar na faculdade, resolve largar tudo e ir pro Alasca, só para se sentir livre, em contato com a natureza real...no caminho, ele conhece pessoas e tal, q vão fazendo a personalidade dele e a visão de mundo dele.
Vale a pena ;D
eu penso em sumir e viver da leitura dos pensadores. tomara quie o sean penn fique sabendo disso :)
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