17 de novembro de 2008
Fim de Festa...
Mas ano que vem tem mais!
Para comemorar mais uma Feira do Livro de vendas, best sellers, cultura e diversão, criamos um álbum on-line com algumas imagens da Praça, das pessoas que freqüentaram o Centro nessas duas semanas, títulos e descontos: tudo aquilo que faz da Feira do Livro um dos eventos culturais mais badalados, aguardados, tradicionais e freqüentados do sul do país.
Este é o endereço: http://www.flickr.com/photos/livro_livre_poa
São imagens que retratam não a visão profissional dos meios de comunicação sobre a Feira, mas a visão de freqüentadores normais, os pontos que, às vezes, passam desapercebidos pelos jornais, mas chamam a atenção de quem caminha pra lá e pra cá atrás da melhor oferta ou dos últimos lançamentos.
Essa é a essência da Feira do Livro: pessoas comuns que buscam ampliar seus horizontes com obrsa literárias. Afinal, é para isso que servem os livros: nos mostrar novos mundos sem precisarmos sair da nossa poltrona.
Aguardaremos ansiosos a próxima edição!
10 de novembro de 2008
Um carro vai te atropelar. O que você pensa?

Nada.
Seu inconsciente toma conta do corpo e reage, foge.
E é assim que nós deveríamos decidir mais vezes, com o inconsciente, segundo o autor do livro Blink, Malcolm Gladwell.
Eu resolvi comprar o livro depois de ver uma palestra de um neurologista e de assistir esse vídeo do Malcolm:
http://www.youtube.com/watch?v=iIiAAhUeR6Y
E recomendo.
Dicas para os últimos dias da Feira do Livro
Pessoal,
Conforme já mencionamos, a Feira do Livro termina dia 16 de Novembro. Não deixe para ir nos últimos dias, pois a tendência é que muitos livros já estejam esgotados e o movimento será intenso.
Aproveitamos para dar outra dica: Durante os dias 10, 11 e 12 de Novembro o DJ Marcelo Nunes (Sold Out) irá realizar uma oficina gratuita de discotecagem no estande do Grupo RBS, localizado na Praça da Alfândega. Ele dará dicas, responderá perguntas e ensinará técnicas aos participantes.
Veja abaixo qual o melhor caminho para chegar na Feira do Livro:
6 de novembro de 2008
Notícias da Feira! - Pt 2
Banco de Livros foi lançado na quarta-feira:
Com o objetivo de aumentar o hábito de leitura no Estado, foi lançado, no Memorial do Rio Grande do Sul, o Banco de Livros. A iniciativa busca arrecadar os livros já lidos para distribuí-los entre bibliotecas públicas e comunitárias, para formar e renovar acervos, conquistando novos leitores.
Presidido por Waldir da Silveira, ex-presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, o Banco pretende transformar o desperdício em benefício social. “Esperamos que esta iniciativa ofereça grande contribuição para a sociedade, em geral, especialmente para aqueles que não tem acesso aos livros”, afirmou Silveira.
As doações podem ser feitas nos seguintes locais da Feira:
* Estande do
* Estande da Record
* Estande da Pampa
* Estande da Band
* Estande da RBS
* Estande da TVE
* Praça de Autógrafos
* Sala de Autores da Área Infantil e Juvenil
* Balcão de Informações das áreas:
Geral
Internacional
Infantil e Juvenil
Memorial do RS
Fonte: http://www.feiradolivro-poa.com.br/noticias_det.php?noticia=152
5 de novembro de 2008
Notícias da Feira!
Primeiros Números:
- Saíram os dados sobre as vendas do primeiro fim de semana da Feira. De sexta a domingo, foram vendidos 70.077 livros, o que representa um aumento de 13% em comparação a 2007.
Fonte: Caderno da Feira - ZH – 04/11/08

| Título: | A Lição Final | |
| Autor: | Randy Pausch | |
| Editora: | ||
| | | |
Nas universidades americanas é comum que se convidem grandes mestres para uma hipotética palestra de despedida cujo tema é "que sabedoria você ransmitiria ao mundo sabendo que é sua última oportunidade?"
Randy Pausch é um professor de Ciência de Computação na Carnegie Mellon University e sua "última palestra" foi um dos mais comoventes acontecimentos do mundo acadêmico, pois tendo um câncer no pâncreas, ele está realmente próximo da morte. A palestra percorreu o mundo pela internet e o livro é um dos maiores lançamentos de toda a história editorial.
27 de outubro de 2008
Dicas para curtir o entorno da feira
Vamos lá:
Melhor horário para visitação:
Quartas, quintas e sextas, entre 18h e 21h.
A Feira encerra suas atividades diárias às 21h, assim, sugiro o seguinte programa: um choppinho na Praça de Alimentação (que costuma ser cheia de gente diferente - vale pelo menos a etnografia informal), esperar o sol do horário de verão baixar e ir às compras. De noitezinha, as crianças malas que se aglomeram na frente dos livros não estão por lá, bem como os consumidores de livro (vejam a sutil diferença entre "consumidor de livro" e "leitor"). É bom pra olhar as bancas com calma, conversar com os vendedores, encontrar aquelas obras mais complicadas, negociar o pagamento...é, de longe, o melhor horário.
Pior Horário:
Fim de Semana, entre 15h e 18h.
Fica intransitável. Até papagaio na feira...chato demais, não dá pra segurar as obras, acariciar os livros, fica impossível entrar no Margs também...não recomendo.
Melhor Lugar nos Arredores da Praça:
Claro que são os museus.
Vou todo o ano (pena que sempre estão cheios, mas enfim...) Entrada franca, geralmente as exposições são boas. Além do MARGS, ali na praça também tem o Santander, e, no Cais, perto da área infantil, tem o Museu de Arte Contemporânea da cidade...todos muito muito legais. Sem falar, é claro, do Memorial do RGS, bacana pra quem curte a história do estado.
Pior Lugar nos Arredores da Praça:
O McDonalds do Shopping Rua da Praia, é claro.
Lotado, cheio de crianças fedorentas espirrando sundae pra todos os lados, mesas sujas, pessoas mal-encaradas...e aquela comida do Mc, q, "vamocombiná", faz tempo que não vale o preço...Se é pra matar um hamburgão, pega um táxi até o Praia de Belas, te senta na frente do Burguer King e seja feliz.
O que vale a pena comprar:
Dicionários e livros de idiomas estrangeiros no Pavilhão Internacional.
O preço a maior parte das vezes é bem melhor do que nas livrarias. No mesmo pavilhão internacional, costuma ter o stand da editora alemã Taschen, com excelentes livros de arte, em português (de Portugal, mas enfim)....
O que não vale a pena comprar:
Livros de sebo.
Os sebos que se instalam na Feira jogam o preço lá em cima. É melhor tu ir no stand, pegar um cartãozinho e ir na loja duas semanas depois. Porém, alguns sebos simpáticos costumam reservar a obra, ou melhor, caso eles não tenham em estoque, procuram a obra pra ti e avisam depois. Já comprei muita raridade assim.
Onde comer:
Se tu quer comer mesmo, bistrô do Margs (que costuma estar lotado sempre), ou o Café aquele do Santander. Se é pra ficar só no lanche e no chopp, a praça de alimentação é legal até pela experiência. Ano passado, o chopp do bistrô era Sol...uma pena. BUT era possível encontrar coisa melhor por menos na Praça de Alimentação.
Onde não comer:
McDonalds, pelos motivos já citados. E eu também não recomendo ir com tanta gula nos stands da Praça de Alimentação...pra quem tem estômago forte e desapego material, é interessante e pode ser gostoso...Agora, pra quem é fresco, melhor passar longe da comida de rua.
É isso... A Feira começa na sexta agora, dia 31.
Provavelmente dia 1º, contrariando minha própria dica, já farei uma incursão pelo local, mas como todo o ano vou, pelo menos, 3x pra Praça, a movimentação de final de semana não deverá me desanimar :D
20 de outubro de 2008
Walden, de Thoreau

"Eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".
Henry-David Thoreau viveu dois anos nas florestas do Maine. Dois anos solitários, sobrevivendo apenas do trabalho natural e experimentando apenas as sensações que corpo e mente podem proporciornar em contato com flora e fauna. Trechos de "Walden ou a vida nas florestas", seu livro mais famoso, como o escrito acima, são repetidos em filmes que pregam o transcendentalismo, o desapego das coisas materiais e das leis impostas por mitos e homens, como Sociedade dos Poetas Mortos e mais atualmente Na Natureza Selvagem (com Emile Hirsch no papel principal).
Henry-David sofreu grande influência de Rousseau e exerceu forte influência sobre os conceitos de resistência pacífica, desenvolvido por Gandhi e o movimento hippie. As suas obras influenciaram ainda Martin Luther King e Leo Tolstoi.
Walden é um manifesto poético contra a civilização industrial que ganhou força nos Estados Unidos do século XIX. Diante da maior complexidade da vida social estadunidense derivada do crescimento da industrialização e urbanização, Thoreau propõe o retorno ao simples. Walden é uma proposta prática sobre as possibilidades de uma vida simples. Thoreau retira-se para a floresta, onde constrói sua própria casa e móveis e vive com o mínimo necessário à sobrevivência - sem luxos e em contato intenso com a natureza. Ao mesmo tempo que prova em termos financeiros que uma vida simples é viável, propõe uma nova visão de homem quase mística: em contanto com a natureza e com os livros.
Já que a Soraya falou de um livro que leu com 18 anos, eu também escrevo aqui sobre um livro que já li, mas que abriu meus olhos pros transcendentalistas como ele, Emerson, Channing e Theodore Parker. O que eu estou lendo agora mesmo é "The Conduct of Life", de Ralph Emerson.
Abs,
16 de outubro de 2008
As Intermitências da Morte, do Saramago
Aproveitando que o Saramago tá na modinha, por causa do filme Ensaio sobre a Cegueira, baseada na obra dele do mesmo nome, vou lançar minha opinião-resenha sobre o livro As Intermitências da Morte.
Ganhei esse livro no meu aniversário de 18 anos e li naquele verão mesmo, e nem sei porque só agora vou falar nele, mas enfim, aí vai:
A primeira frase do livro é "No dia seguinte ninguém morreu".
De uma forma super resumida, o livro conta quando a morte resolve parar de trabalhar...como essa situação, no começo, deixou todos felizes, mas, com o tempo, se tornou um problema público: as pessoas não morriam, mas as que estavam doentes nos hospitais, continuavam doentes, por exemplo. As pessoas que trabalhavam com o "mercado da morte" (agentes funerários), ficaram sem empregos, asilos ficam lotados, etc.
Na verdade, o que mais me chamou a atenção na obra foi justamente essa reflexão que a leitura leva: o que é viver? como é viver? o que é a morte? e morrer? "Who wants to live forever", já diria o Fredie Mercury, não é mesmo, minha gente?
Ah sim...a Morte do Saramago é representada mesmo, como uma figura com hábitos humanos, dotada de forma (um esqueleto, é claro)...inclusive, numa passagem, a Morte manda uma carta para um meio de comunicação (não lembro se era jornal) falando que ia voltar a "agir"...inclusive, a Morte resolve "entrar em greve" por estar cansada de ser odiada pela humanidade! No final das contas, ela é só uma incompreendida! Heheh
Ah, e aproveitando, o José Saramago ganhou um Nobel por essa obra.
Não vou falar mais pra não perder a graça, mas fica a dica xxxperrrta!

