16 de outubro de 2008

As Intermitências da Morte, do Saramago

"No dia seguinte ninguém morreu".

Aproveitando que o Saramago tá na modinha, por causa do filme Ensaio sobre a Cegueira, baseada na obra dele do mesmo nome, vou lançar minha opinião-resenha sobre o livro As Intermitências da Morte.
Ganhei esse livro no meu aniversário de 18 anos e li naquele verão mesmo, e nem sei porque só agora vou falar nele, mas enfim, aí vai:

A primeira frase do livro é "No dia seguinte ninguém morreu".
De uma forma super resumida, o livro conta quando a morte resolve parar de trabalhar...como essa situação, no começo, deixou todos felizes, mas, com o tempo, se tornou um problema público: as pessoas não morriam, mas as que estavam doentes nos hospitais, continuavam doentes, por exemplo. As pessoas que trabalhavam com o "mercado da morte" (agentes funerários), ficaram sem empregos, asilos ficam lotados, etc.
Na verdade, o que mais me chamou a atenção na obra foi justamente essa reflexão que a leitura leva: o que é viver? como é viver? o que é a morte? e morrer? "Who wants to live forever", já diria o Fredie Mercury, não é mesmo, minha gente?
Ah sim...a Morte do Saramago é representada mesmo, como uma figura com hábitos humanos, dotada de forma (um esqueleto, é claro)...inclusive, numa passagem, a Morte manda uma carta para um meio de comunicação (não lembro se era jornal) falando que ia voltar a "agir"...inclusive, a Morte resolve "entrar em greve" por estar cansada de ser odiada pela humanidade! No final das contas, ela é só uma incompreendida! Heheh

Ah, e aproveitando, o José Saramago ganhou um Nobel por essa obra.
Não vou falar mais pra não perder a graça, mas fica a dica xxxperrrta!

2 comentários:

Baio disse...

não consegui me cadastrar no blog ainda x/

Baio disse...

Li este livro faz pouco...
Já é o segundo livro de Saramago que leio, o outro foi "Ensaio sobre a cegueira", e fiquei surpreendido com a narrativa. Arrisco (pois ainda não li mais algum sem ser estes, e, portanto não sei se os outros vão no mesmo sentido, isto é, partem de algo "improvável, como disse JS) a dizer, que apesar de "Intermitrências da Morte" não estar titulado de 'ensaio', penso que segue essa sequência. Fiquei com idéia de que a narrativa se dividia em duas histórias, uma vez que metade do livro envolve todo um país, chegando à outra metade percebe-se que a história singe-se quase a apenas duas personagens: a morte e o violoncelista.
Para mim, foi complicado perceber toda a engrenagem, já que JS personificou a morte, e distinguia esta da outra Morte, a qual é eterna!
Mas, cá estamos é para tentar chegar a alguma lição e algum entendimento sobre o que este livro pretende sublinhar.